BANCO DE LEITE HUMANO
MANUAL DE QUALIDADE DOS PROCEDIMENTOS
EM
BANCO DE LEITE HUMANO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
REITOR
Roberto Cláudio Frota Bezerra
MATERNIDADE ESCOLA ASSIS CHATEAUBRIAND
DIRETOR GERAL
Francisco Manuelito de Almeida
BANCO DE LEITE HUMANO
COORDENADORA
Rita de Cássia Barros Rodrigues
EQUIPE DE ELABORAÇÃO
Kedimam Célis Barros Bastos - Enfermeira do
Banco de Leite Humano
Maria Marly Lopes Vieira Peixoto - Farmacêutica do Banco de Leite
Humano
Rita de Cássia Barros Rodrigues - Enfermeira do Banco de Leite
Humano
APRESENTAÇÃO
A redução da taxa de mortalidade infantil é o maior desafio
que enfrentam os países em desenvolvimento para a sobrevivência das
crianças nos primeiros anos de vida. A importância do aleitamento materno
no combate à desnutrição e à queda da morbi-mortalidade infantil se
impõe, à medida que suas vantagens se tornam conhecidas como aleitamento
ideal para lactentes nos primeiros meses de vida.
O Banco de Leite Humano da Maternidade Escola Assis Chateaubriand,
ciente da importância do papel que desempenha no incentivo das práticas
do aleitamento materno, elaborou sua primeira edição do manual de qualidade
dos procedimentos adotados nesta instituição.
Neste manual, a equipe do Banco de Leite Humano normatizou
todos os processos de coleta, processamento, estocagem, distribuição
e controle de qualidade do leite humano ordenhado, adaptando às normas
técnicas em vigor ao cotidiano da Maternidade.
Este manual, pela riqueza de seu conteúdo, além de contribuir
para atingir maiores níveis de excelência do serviço, será de grande
valia para a formação dos profissionais de saúde interessados no assunto.
Apresentamos nossos agradecimentos a toda a equipe do
Banco de Leite Humano da Maternidade Escola Assis Chateaubriand, pelo
comprometimento e pela dedicação com que abraçam a causa do aleitamento
materno. Esta obra de amor foi escrita devido à participação de seus
membros.
Prof. Francisco Manuelito Lima de Almeida
Diretor Geral da MEAC/UFC
MISSÃO
O Banco de Leite Humano da Maternidade Escola Assis Chateaubriand
da Universidade Federal do Ceará, tem como missão incentivar, proteger
e promover o aleitamento materno, diminuindo os índices de morbi-mortalidade
infantil, visando a melhoria da qualidade de vida da população.
Rita de Cássia Barros Rodrigues
Coordenadora do Banco de Leite Humano
HISTÓRICO DA MATERNIDADE ESCOLA ASSIS
CHATEAUBRIAND
A Maternidade Escola Assis Chateaubriand foi construída
por iniciativa do senador e jornalista João Calmon, através de uma campanha
de âmbito nacional, na qual participaram jornais, revistas e estações
de rádio e de televisão, sob a coordenação dos "Diários e Rádios Associados"
, que assegurou o sucesso da iniciativa.
A pedra fundamental da edificação foi lançada em 3 de
março de 1956, com o nome de Maternidade Popular (Escola) de Fortaleza.
O movimento pró-construção da Maternidade Escola foi crescendo, motivados
e conscientes que estavam os grandes empresários, quanto a contribuição
social que dariam à capital cearense, marcada com grandes adversidades
pelo flagelo da seca.
Existia no Ceará grande carência de leitos hospitalares
filantrópicos destinados às gestantes pobres, pois àquela época não
existia o princípio da universalidade, quando não era assegurado a todos
o direito saúde.
Após nove anos de grande mobilização e árdua luta para
a arrecadação de fundos suficientes para a construção do empreendimento,
finalmente a Maternidade foi inaugurada em 15 de janeiro de 1965, com
o nome de Maternidade Escola Assis Chateaubriand, em homenagem ao jornalista
Assis Chateaubriand, maior acionista dos Diários e Rádios Associados.
No decorrer da semana posterior à inauguração, foi assinado
um convênio entre a Universidade Federal do Ceará e a entidade mantenedora
da Maternidade, através do qual foram assegurados os recursos necessários
ao seu funcionamento imediato.
Após 4 anos, a Maternidade Escola Assis Chateaubriand
passou a ser juridicamente uma empresa privada sem fins lucrativos,
decretada de utilidade pública pelo Decreto-Lei Nº 65027/69, com razão
social de Sociedade de Assistência à Maternidade Escola Assis Chateaubriand
(SAMEAC). De hospital essencialmente assistencial, passa a ter como
função básica o ensino, a pesquisa e a extensão, subsidiando as disciplinas
nos cursos da área da saúde da Universidade Federal do ceará, que envolvem
a assistência integral à saúde da mulher e do recém- nascido.
A Maternidade iniciou suas atividades com 126 leitos
e hoje sua capacidade instalada total é de 230 leitos, sendo 150 para
obstetrícia, 15 para ginecologia, 08 para UTI obstétrica, 52 para UTI
neonatal e 05 destinados ao atendimento dos recém nascidos pela metodologia
Canguru, dispondo ainda de 44 salas de consultórios ambulatoriais.
Com o decorrer dos anos, a Maternidade foi expandindo
seus serviços e adquirindo a confiança e credibilidade da comunidade
pelos relevantes serviços prestados, passando a ser considerado hospital
de referência terciária.
A Maternidade Escola Assis Chateaubriand em 1993, recebeu
da Unicef o título de "Hospital Amigo da Criança" , título este mantido
até hoje.
Hoje, cada vez mais consciente da responsabilidade que
esta instituição tem para com a sociedade, busca-se dar um salto de
qualidade, procurando diferenciais na humanização e na excelência do
atendimento.
O compromisso de todos que a fazem com a sua missão
e seus valores, constitue atualmente, a base sólida da organização eficaz
que se propôs a ser.
HISTÓRICO DO BANCO DE LEITE HUMANO
O Banco de Leite Humano da Maternidade Escola Assis Chateaubriand
da Universidade Federal do Ceará (BLH/MEAC/UFC), foi fundado em 23 de
Março de 1988. A semente foi plantada desde 1985 quando implementado
um Programa de Incentivo ao Aleitamento Materno (PIAM – MEAC), o qual
fornecia informações sobre amamentação nos diversos setores da instituição
e em vários segmentos da sociedade.
O objetivo do Banco de Leite Humano da Maternidade Escola
Assis Chateaubriand é trabalhar as questões relacionadas ao aleitamento
materno através do PIAM, bem como realizar controle de qualidade no
leite humano ordenhado.
Desde 1993 a Maternidade Escola Assis Chateaubriand tem
reconhecimento nacional como Hospital Amigo da Criança, onde o Banco
de Leite Humano "cumpre seu papel", dentro desta filosofia de proteção,
promoção e incentivo à amamentação, colaborando para redução dos índices
de morbi-mortalidade infantil no Estado do Ceará, melhorando assim a
qualidade de vida da população.
O Banco de Leite Humano incentiva e promove o Aleitamento
Materno através de várias ações: atendimento às gestantes durante o
pré natal, atendimento à criança com acompanhamento de puericultura
até o 6º mês de vida, às nutrizes com dificuldades em amamentação, realiza
controle de qualidade do leite humano ordenhado, mantém parcerias com
vários segmentos da sociedade, coordena o Programa de Incentivo ao Aleitamento
Materno da MEAC, treina e capacita profissionais da saúde e áreas afins,
colabora e realiza pesquisas científicas e é o principal colaborador
na manutenção do Título Hospital Amigo da Criança.
GLOSSÁRIO
- Aleitamento materno exclusivo - Amamentação sem complementação
- BLH - Banco de Leite Humano
- CPD - Centro de Processamento de Dados
- Crematócrito - Técnica adaptada por Lucas para detecção do valor
calórico do Leite Humano
- LH - Leite humano
- LHO - Leite humano ordenhado, retirado por extração manual do
seio da nutriz
- LHOP - Leite humano ordenhado pasteurizado
- Nutriz - Mulher em processo de aleitamento
- Ordenha mamária - Extração do leite materno
- Pasteurização - Processo de controle de qualidade do leite humano
ordenhado
- Puericultura - Acompanhamento do desenvolvimento e crescimento
de crianças
- PIAM - MEAC - Programa de Incentivo ao Aleitamento Materno da
Maternidade Escola Assis Chateaubriand
SUMÁRIO
1. Responsabilidades do Banco de Leite Humano
2. Regulamento do Banco de Leite Humano
3. Rotinas do Banco de Leite Humano
3.1 Práticas do Controle de Qualidade do Leite Humano Ordenhado
3.1.1. Preparo de Material
3.1.2. Técnica de Ordenha Mamária no Banco de Leite Humano
3.1.3. Coleta de Leite Humano Ordenhado no Domicílio
3.1.4. Transporte de Leite Humano Ordenhado
3.1.5. Recebimento de Leite Humano Ordenhado
3.1.6. Processamento de Leite Humano Ordenhado
3.1.7. Pasteurização de Leite Humano Ordenhado
3.1.8. Estocagem de Leite Humano Ordenhado
3.1.9. Distribuição de Leite Humano Ordenhado
3.1.10. Rotina para Laboratório de Controle de Qualidade de LH
3.1.11. Fluxograma - Controle de Qualidade em LHO
3.2 Atendimento às Gestantes
3.2.1. Fluxograma - Atendimento às Gestantes
3.3 Atendimento de Enfermagem ao Bebê Sadio.32
3.3.1. Fluxograma-Atendimento de Enfermagem ao Bebê Sadio
3.4 Atendimento às Clientes por Telefone no Banco de Leite Humano
3.5 Atendimento à nutriz no Banco de Leite Humano
3.5.1. Fluxograma - Atendimento à nutriz no Banco de Leite
4. Linhas de Conduta em Aleitamento Materno
4.1. Ingurgitamento mamário
4.2. Fissura Mamilar
4.3. Mastite
5. Aconselhamento em Amamentação
6. Orientações pelo Telefone às Clientes com Dúvidas em Aleitamento
7. Organização do Serviço de Banco de Leite Humano por Estabelecimento
de Funções
1. RESPONSABILIDADES DO BANCO DE
LEITE HUMANO
Objetivo: Estabelecer as responsabilidades do Banco
de Leite Humano
É de responsabilidade do Banco de Leite Humano :
- Implementar o Programa de Incentivo ao Aleitamento Materno nos
diversos setores da Maternidade Escola Assis Chateaubriand.
- Manter controle de qualidade e distribuição de Leite Humano Ordenhado
pasteurizado.
- Atender às clientes com dificuldades no aleitamento materno.
- Orientar por telefone às clientes com dúvidas nas questões relacionadas
com amamentação.
- Fazer acompanhamento do crescimento e desenvolvimento de filhos
de primíparas nascidos na Maternidade Escola Assis Chateaubriand,
até o 6º mês de vida.
- Estabelecer funções para os profissionais da equipe do Banco de
Leite Humano.
- Elaborar rotinas e linhas de conduta em Aleitamento Materno.
- Colaborar e realizar pesquisas científicas relacionadas ao Aleitamento
Materno.
- Treinar e capacitar em aleitamento materno profissionais da área
da saúde e afins.
- Treinar e capacitar em aleitamento materno os segmentos da sociedade,
para promoção e incentivo ao Aleitamento Materno, como melhoria
da qualidade de vida da população.
2. REGULAMENTO DO BANCO DE LEITE HUMANO
MATERNIDADE ESCOLA ASSIS CHATEAUBRIAND
Objetivo: Regularizar atividades relacionadas com
atendimento e funções do Banco de Leite Humano
- O Banco de Leite Humano está diretamente subordinado à Direção
Geral da Maternidade Escola Assis Chateaubriand.
- O horário de funcionamento do Banco de Leite Humano da Maternidade
Escola Assis Chateaubriand para os diversos atendimentos é de Segunda
a Sexta-feira, de 07 às16 horas.
- Todo profissional da equipe do Banco de Leite Humano deverá estar
capacitado para exercer função pré- estabelecida, segundo a organização
do serviço do Banco de Leite Humano.
- Todo profissional da equipe do Banco de Leite Humano deverá seguir
linhas de conduta e técnicas de aconselhamento pré- estabelecidas
no atendimento às clientes.
- Os profissionais de saúde, acadêmicos de graduação ou voluntários
que solicitarem estágio não remunerado no Banco de Leite Humano,
deverão apresentar autorização da Direção da Maternidade Escola
Assis Chateaubriand -NEP (Núcleo de Ensino e Pesquisa) à Coordenação
do Banco de Leite Humano.
3. ROTINAS DO BANCO DE LEITE HUMANO
3.1 CONTROLE DE QUALIDADE DO LEITE HUMANO ORDENHADO
3.1.1. PREPARO DE MATERIAL
Objetivo: Esclarecer sobre técnica correta para
limpeza de material do BLH
- Imergir frasco e tampa em solução de hipoclorito com concentração
de 0,5% por no mínimo 30 minutos.
- Retirar resíduos de Leite Humano dos frascos e tampas com água
corrente.
- Imergir material em solução detergente neutro por 1 hora.
- Lavar material com escova apropriada e água corrente.
- Imergir frasco e tampa em água destilada.
- Promover secagem de material em estufa.
- Embalar frascos e tampas em papel madeira.
- Autoclavar os frascos embalados por 25 minutos a 121ºC.
Observação 1: Para outro tipo de material (vidraria
de laboratório) usar a mesma rotina, modificando a utilização do detergente
neutro por solução desincrostante para material cirúrgico e de laboratório.
Observação 2: Os materiais podem ser preparados
na central de material da instituição.
3.1.2. ORDENHA MAMÁRIA NO BANCO DE LEITE HUMANO
Objetivo: Esclarecer sobre a técnica correta para
ordenha mamária
A ordenha mamária deverá ser feita pelo profissional
do Banco de Leite até que a mãe possa fazer sozinha.
- Retirar anéis, pulseiras e relógios.
- Lavar mãos e antebraço fazendo cuidadosa limpeza das unhas com
sabão e água corrente.
- Secar as mãos com toalha descartável.
- Fechar torneira com a própria toalha.
- Vestir avental.
- Friccionar as mãos com álcool a 70%, glicerinado ou não, durante
30 segundos.
Figura 1 - Ordenha Mamária no BLH - MEAC
- Dispor de frasco estéril sobre a mesa para coleta do leite humano.
- Calçar luvas de procedimento.
- Explicar a técnica de ordenha manual a ser seguida.
- Massagear toda a mama no sentido aréola - tórax em movimentos
circulares.
- Massagear toda a mama no sentido da saída do leite (tórax - aréola).
- Iniciar expressão manual, desprezando os primeiros jatos de leite
para evitar contaminação.
- Colocar o frasco abaixo da aréola, deixando a tampa na mesa com
a parte estéril para cima.
- Realizar expressão suavemente para promover a saída do leite diretamente
no frasco.
- Fechar o frasco.
- Rotular o frasco com o nome da doadora, número de dias pós - parto,
data, local da ordenha e nome de quem realizou a ordenha.
3.1.3 COLETA DE LEITE HUMANO ORDENHADO NO DOMICÍLIO
Objetivo: Esclarecer sobre práticas de controle
de qualidade do leite humano Ordenhado durante coleta de leite humano
no domicílio
A coleta domiciliar é realizada por profissional de saúde
da equipe do Banco de Leite Humano que deverá:
- Preencher cadastro da doadora.
- Explicar à mãe a finalidade da doação do leite.
- Orientar quanto a técnica de ordenha mamária descrita no item
anterior.
- Receber os frascos de leite doado e transportá-los ao Banco de
Leite Humano.
- Orientar quanto a rotulagem, conservação e pré estocagem do Leite
Humano Ordenhado.
- Esclarecer possíveis dúvidas da doadora sobre aleitamento materno.
- Orientar a mãe, que em qualquer dúvida, poderá se comunicar com
o Banco de Leite Humano.
- Entregar folhetos informativos à doadora.
3.1.4 TRANSPORTE DE LEITE HUMANO ORDENHADO
Objetivo: Manter cadeia de frio no transporte do
leite humano ordenhado.

Figura 2 - Transporte de Leite Humano Ordenhado
- Transportar os frascos contendo leite humano congelado em caixas
isotérmicas, contendo gelo reciclável.
- Manter termômetro de máxima e mínima na caixa isotérmica.
3.1.5 RECEBIMENTO DO LEITE HUMANO ORDENHADO NO BANCO
DE LEITE HUMANO
Objetivo: Esclarecer sobre controle de qualidade
do leite humano ordenhado durante recebimento do LHO no Banco de Leite
Humano
Ao receber o leite humano ordenhado o funcionário deverá:
- Investigar pré estocagem.
- Avaliar as condições de conservação que o leite se encontra no
momento da recepção.
- Verificar e registrar possíveis alterações nos frascos, bem como
a presença de sujidades no leite humano, desprezando-os .

Figura 3 Recebimento do Leite Humano Ordenhado
- Avaliar se a embalagem é higienicamente adequada.
- Verificar se o rótulo está devidamente preenchido.
- Registrar volume e procedência do Leite Humano Ordenhado doado.
- Passar álcool a 70% na parte externa do frascos, tendo cuidado
de lavar em água corrente os frascos contendo camada externa de
gelo.
- Estocar em freezer ou encaminhar para processamento.
3.1.6. PROCESSAMENTO DO LEITE HUMANO ORDENHADO NO
BANCO DE LEITE HUMANO
Objetivo: Esclarecer sobre controle de qualidade
do leite humano durante processamento do LHO no Banco de Leite Humano
- Proceder descongelamento do Leite Humano Ordenhado em banho-maria
até 40ºC.
- Proceder reenvase do leite humano doado em campo de chama seguindo
critérios de volume adotado pelo Banco de Leite Humano.
- Rotular frasco com leite humano doado, observando os critérios
adotados pelo Banco de Leite Humano.
- Coletar amostras para análise do controle de qualidade (físico-químico
e de acidez).
3.1.7. PASTEURIZAÇÃO DE LEITE HUMANO ORDENHADO NO
BANCO DE LEITE HUMANO
Objetivo: Normatizar procedimentos de pasteurização
de LHO no BLH
- Regular o banho-maria à temperatura de pasteurização (62,5ºC).
- Certificar-se que o banho-maria estabilizou a temperatura de pasteurização.
- Colocar os frascos com o leite humano no interior do banho-maria;
- Aguardar tempo de pré - aquecimento para atingir temperatura de
pasteurização.
- Marcar 30 minutos imediatamente após o término do pré - aquecimento.
- Registrar temperatura em mapa de controle a cada 5 minutos.
- Agitar frascos no pasteurizador.
- Retirar frascos do banho-maria após pasteurização.
- Promover o resfriamento dos frascos com leite humano pasteurizado
por imersão em água a - + 5 ºC.
- Coletar amostra para controle microbiológico, inoculando 04 ml
de leite humano ordenhado pasteurizado em 10 ml de meio de cultura
(caldo verde brilhante), na concentração de 5%.

Figura 4 - Banho Maria Figura |

5 - Resfriamento dos Frascos |
3.1.8. ESTOCAGEM DE LEITE HUMANO ORDENHADO NO BANCO
DE LEITE HUMANO
Objetivo: Normatizar os procedimentos sobre estocagem
de LHO no BLH
- Estocar leite humano ordenhado pasteurizado em freezers (congelamento)
por até 06 meses.
- Efetuar rigoroso controle de temperatura dos freezers, para evitar
flutuações de temperatura prejudiciais à manutenção da qualidade
do leite humano.
- Vetar estocagem de leite humano ordenhado com outros produtos
hospitalares.
- Registrar temperatura em mapa.
3.1.9 DISTRIBUIÇÃO DE LEITE HUMANO ORDENHADO PASTEURIZADO
NO BANCO DE LEITE HUMANO
Objetivo: Normatizar procedimentos para distribuição
de LHO no BLH
- Selecionar como receptores os lactentes que apresentam uma ou
mais das indicações que se seguem:
- Prematuros e Rn de baixo peso que não sugam.
- Recém nascidos infectados (especialmente enteroinfecções).
- Portadores de deficiência imunológica.
- Portadores de diarréia protraída.
- Portadores de alergia à proteína heteróloga.
- Casos excepcionais, a critério médico.
3.1.10 ROTINA PARA LABORATÓRIO DE CONTROLE DE QUALIDADE
DE LEITE HUMANO
Objetivo: Normatizar rotina para laboratório de
controle de qualidade de LH
CONTROLE FÍSICO QUÍMICO
TESTE DE ACIDEZ DORNIC
- Aliquotar 01 ml de leite humano ordenhado em pipeta volumétrica.
- Diluir o volume coletado em 09 ml de água destilada (fervida por
15 minutos).
- Adicionar uma gota do indicador fenolftaleína (1% em álcool PA).
- Titular com hidróxido de sódio (NaOH 0,11N) em pipetas microbureta
graduada em centésimo, até a viragem do indicador para levemente
róseo.
- Expressar os resultados em graus Dornic, onde 0,01 ml corresponde
a 01 grau Dornic(O leite humano varia de 2 a 6 graus Dornic).
- Enviar resultados ao Banco de Leite Humano.
- Desprezar leite humano com acidez alterada (acima de 6 graus).
CONTROLE FÍSICO – QUÍMICO
CREMATÓCRITO
- Usar para amostra 1,0 ml de leite humano ordenhado cru.
- Executar técnica crematócrito de Lucas : centrifugar leite humano
em tubos capilares por 15 minutos.
- Determinar teor de creme, gordura e energia : mensurar com régua
a coluna de creme e a coluna total.
- Calcular conteúdo energético e teor de gordura e creme pelas fórmulas:
| Teor de Creme % = |
coluna de
creme(mm) x 100 |
| |
coluna total |
| Teor de gordura % = |
teor de creme
% - 0,59 |
| |
1,46 |

Figura 06 - Controle Físico-Químico (Crematócrito)
RELAÇÃO CREME% - GORDURA% - KCAL/ML
(LUCAS E COLS)
| C% |
G% |
Kcalml |
C% |
G% |
Kcal
ml |
C% |
G% |
Kcal
ml |
C% |
G% |
Kcal
ml |
| 1,0 |
0,28 |
0,35 |
4,1 |
2,40 |
0,56 |
7,2 |
4,52 |
0,77 |
10,3 |
6,65 |
0,97 |
| 1,1 |
0,34 |
0,36 |
4,2 |
2,47 |
0,57 |
7,3 |
4,59 |
0,77 |
10,4 |
6,71 |
0,98 |
| 1,2 |
0,41 |
0,37 |
4,3 |
2,54 |
0,57 |
7,4 |
4,66 |
0,78 |
10,5 |
6,78 |
0,99 |
| 1,3 |
0,48 |
0,37 |
4,4 |
2,60 |
0,58 |
7,5 |
4,73 |
0,79 |
10,6 |
6,85 |
0,99 |
| 1,4 |
0,55 |
0,38 |
4,5 |
2,67 |
0,59 |
7,6 |
4,80 |
0,79 |
10,7 |
6,92 |
1,00 |
| 1,5 |
0,62 |
0,39 |
4,6 |
2,74 |
0,59 |
7,7 |
4,86 |
0,80 |
10,8 |
6,99 |
1,01 |
| 1,6 |
0,69 |
0,39 |
4,7 |
2,81 |
0,60 |
7,8 |
4,93 |
0,81 |
10,9 |
7,06 |
1,01 |
| 1,7 |
0,76 |
0,40 |
4,8 |
2,88 |
0,61 |
7,9 |
5,0 |
0,81 |
11,0 |
7,13 |
1,02 |
| 1,8 |
0,82 |
0,41 |
4,9 |
2,95 |
0,61 |
8,0 |
5,07 |
0,82 |
11,1 |
7,20 |
1,03 |
| 1,9 |
0,89 |
0,41 |
5,0 |
3,02 |
0,62 |
8,1 |
5,14 |
0,83 |
11,2 |
7,20 |
1,03 |
| 2,0 |
0,96 |
0,42 |
5,1 |
3,08 |
0,63 |
8,2 |
5,21 |
0,83 |
11,3 |
7,30 |
1,04 |
| 2,1 |
1,03 |
0,43 |
5,2 |
3,15 |
0,63 |
8,3 |
5,28 |
0,84 |
11,4 |
7,40 |
1,05 |
| 2,2 |
1,10 |
0,43 |
5,3 |
3,22 |
0,64 |
8,4 |
5,34 |
0,85 |
11,5 |
7,50 |
1,05 |
| 2,3 |
1,17 |
0,44 |
5,4 |
3,29 |
0,65 |
8,5 |
5,41 |
0,85 |
11,6 |
7,54 |
1,06 |
| 2,4 |
1,23 |
0,45 |
5,5 |
3,36 |
0,65 |
8,6 |
5,48 |
0,86 |
11,7 |
7,60 |
1,07 |
| 2,5 |
1,30 |
0,45 |
5,6 |
3,43 |
0,66 |
8,7 |
5,55 |
0,87 |
11,8 |
7,67 |
1,07 |
| 2,6 |
1,37 |
0,46 |
5,7 |
3,50 |
0,67 |
8,8 |
5,62 |
0,87 |
11,9 |
7,74 |
1,08 |
| 2,7 |
1,44 |
0,47 |
5,8 |
3,56 |
0,67 |
8,9 |
5,69 |
0,88 |
12,0 |
7,80 |
1,09 |
| 2,8 |
1,51 |
0,47 |
5,9 |
3,63 |
0,68 |
9,0 |
5,76 |
0,89 |
12,1 |
7,88 |
1,09 |
| 2,9 |
1,58 |
0,48 |
6,0 |
3,70 |
0,69 |
9,1 |
5,82 |
0,89 |
12,2 |
7,90 |
1,10 |
| 3,0 |
1,65 |
0,49 |
6,1 |
3,77 |
0,69 |
9,2 |
5,89 |
0,90 |
12,3 |
8,0 |
1,11 |
| 3,1 |
1,71 |
0,49 |
6,2 |
3,84 |
0,70 |
9,3 |
5,96 |
0,91 |
12,4 |
8,01 |
1,11 |
| 3,2 |
1,78 |
0,50 |
6,3 |
3,91 |
0,71 |
9,4 |
6,0 |
0,91 |
12,5 |
8,15 |
1,12 |
| 3,3 |
1,85 |
0,51 |
6,4 |
3,97 |
0,71 |
9,5 |
6,10 |
0,92 |
12,6 |
8,20 |
1,13 |
| 3,4 |
1,92 |
0,51 |
6,5 |
4,04 |
0,72 |
9,6 |
6,17 |
0,93 |
12,7 |
8,29 |
1,13 |
| 3,5 |
1,99 |
0,52 |
6,6 |
4,11 |
0,73 |
9,7 |
6,23 |
0,93 |
12,8 |
8,36 |
1,14 |
| 3,6 |
2,0 |
0,53 |
6,7 |
4,18 |
0,73 |
9,8 |
6,30 |
0,94 |
12,9 |
8,40 |
1,15 |
| 3,7 |
2,13 |
0,53 |
6,8 |
4,25 |
0,74 |
9,9 |
6,37 |
0,95 |
13,0 |
8,50 |
1,15 |
| 3,8 |
2,2 |
0,54 |
6,9 |
4,3 |
0,75 |
10,0 |
6,44 |
0,95 |
13,1 |
8,56 |
1,16 |
| 3,9 |
2,26 |
0,54 |
7,0 |
4,4 |
0,75 |
10,1 |
6,51 |
0,96 |
13,2 |
8,63 |
1,17 |
| 4,0 |
2,33 |
0,55 |
7,1 |
4,45 |
0,76 |
10,2 |
6,58 |
0,97 |
13,3 |
8,70 |
1,17 |
Banco de Leite Humano - Maternidade Escola Assis Chateaubriand
- Universidade Federal do Ceará - 1999.
CONTROLE MICROBIOLÓGICO
- Inocular 04 ml de leite humano ordenhado pasteurizado em 10 ml
de meio de cultura (caldo verde brilhante) na concentração de 5%.
- Proceder leitura das análises após 48 h de incubação da amostra
em estufa a 36,5ºC.

Figura 07 - Controle Microbiológico - Leitura de Resultado
- Registrar resultados, selecionando frascos gás positivo (leite
possivelmente contaminado).
- Fazer teste confirmatório dos leites positivos em meio de cultura
(caldo verde brilhante) na concentração de 4%.
- Encaminhar resultados ao setor de controle de qualidade no Banco
de Leite Humano.

Figura 08 - Controle Microbiológico-Confirmatório
3.1.11 FLUXOGRAMA DO CONTROLE DE QUALIDADE DO LHO
Objetivo: Esclarecer quanto a rotina do controle
de qualidade do LHO

3.2. ATENDIMENTO ÀS GESTANTES
Objetivo: Normatizar atendimento de orientação ao
aleitamento materno para gestantes
- Realizar grupos diários de gestantes que fazem pré natal na Maternidade
Escola Assis Chateaubriand no momento da marcação da primeira consulta
pré natal.
- Realizar grupos semanais de gestantes, aprazadas previamente,
faltosas à palestra na 1ª consulta de pré natal e externas ao atendimento
da Maternidade Escola Assis Chateaubriand.
- Esclarecer durante o grupo de orientação à gestante, questões
sobre vantagens do aleitamento materno para a mãe e o bebê, cuidados
com a mama gestacional e puerperal, cuidados durante amamentação,
ordenha e conservação do leite humano ordenhado, cuidados e comportamento
do bebê.
- Distribuir folhetos informativos para as gestantes.
- Realizar, após a palestra, exame físico das mamas.
- Detectar possíveis dificuldades quanto ao tipo de mamilo x pega
do bebê ao seio.
- Aprazar retorno ao Banco de Leite Humano, se necessário.
- Registrar o atendimento realizado no centro de processamento de
dados e na estatística do Banco de Leite Humano.

Figura 09 - Grupo de Gestantes
3.2.1 FLUXOGRAMA - ATENDIMENTO À GESTANTE
Objetivo: Esclarecer quanto a rotina do atendimento
à gestante

3.3. ATENDIMENTO DE ENFERMAGEM AO BEBÊ SADIO NO
BLH
Objetivo: Normatizar quanto às orientações sobre
aleitamento materno nas consultas de Enfermagem ao bebê sadio no Banco
de Leite Humano
- Realizar palestras diárias com nutrizes sobre Aleitamento Materno
(vantagens, técnicas de amamentação, fisiologia da lactação), cuidados
e comportamento do bebê e levantamento de dúvidas acerca da amamentação.

Figura 10 - Grupo de Nutrizes
- Aferir, mensalmente, peso e altura dos bebês acompanhados no ambulatório
de puericultura do Banco de Leite Humano.
- Avaliar crescimento e desenvolvimento dos bebês acompanhados no
ambulatório de puericultura do Banco de Leite Humano.
- Registrar dados no cartão da criança.
- Incentivar, durante a consulta de puericultura, o Aleitamento
Materno Exclusivo até o 6º mês de vida do bebê.
- Reforçar outras orientações feitas na palestra.

Figura 11 - Consulta de Enfermagem ao Bebê
- Observar técnicas de amamentação sugerindo às mães que amamentem
durante a consulta.
- Informar à nutriz que mediante obstáculos de amamentação ou intercorrências
com a criança, trazer a mesma para avaliação médica e/ou de enfermagem.
- Incentivar participação dos pais e/ou familiares do bebê no momento
da consulta, ressaltando a importância do apoio e segurança à nutriz.

Figura 12 - Aferição do Peso e Estatura
- Aprazar retorno mensalmente.
- Investigar possíveis faltosos nas consultas de puericultura, para
posterior contato e controle da evasão.
- Registrar o atendimento no centro de processamento de dados e
na estatística do Banco de Leite Humano.
3.3.1 FLUXOGRAMA - ATENDIMENTO DE ENFERMAGEM AO
BEBÊ SADIO NO BANCO DE LEITE HUMANO
Objetivo: Esclarecer a rotina de atendimento à puericultura

3.4 ATENDIMENTO ÀS CLIENTES POR TELEFONE NO BANCO
DE LEITE HUMANO
Objetivo: Normatizar atendimento à clientes com
dúvidas de amamentação por telefone no Banco de Leite Humano

Figura 13 - Atendimento à Cliente por Telefone
- Orientar clientes com dúvidas sobre aleitamento materno que telefonam
para o Banco de Leite Humano, seguindo pontos importantes para diagnóstico
da situação e conduta para cada dificuldade.
- Registrar número de atendimento por telefone na estatística do
Banco de Leite Humano.
3.5 ATENDIMENTO À NUTRIZ NO BANCO DE LEITE HUMANO
Objetivo: Normatizar à nutriz com dificuldades em
amamentação
- Realizar consulta de Enfermagem à clientes com dificuldades na
Amamentação.
- Seguir linhas de condutas e técnicas de Aconselhamento em Aleitamento
Materno estabelecidas pelo Banco de Leite Humano.
- Incentivar participação de familiares da cliente, no momento da
consulta, ressaltando a importância do apoio e segurança na Amamentação.

Figura 14 - Atendimento à Nutriz com Dificuldade em A.M.
- Distribuir folhetos informativos às nutrizes.
- Informar à cliente sobre normas e rotinas gerais do Banco de Leite
Humano.
- Fazer encaminhamentos, se necessário.
- Aprazar retorno, se necessário.
- Registrar atendimento no centro de processamento de dados e na
estatística do Banco de Leite Humano.
3.5.1 FLUXOGRAMA - ATENDIMENTO À NUTRIZ
Objetivo: Escarecer sobre rotina de atendimento
à nutriz

4. LINHAS DE CONDUTA EM BANCO DE
LEITE HUMANO
4.1. INGURGITAMENTO MAMÁRIO
Objetivo: Normatizar as condutas no atendimento
aos problemas mamários durante a amamentação

Figura 15 - Ingurgitamento mamário
Conceito : Estase láctea que ocorre pelo inadequado
esvaziamento das mamas, tendo como conseqüência retenção de leite nos
alvéolos obstruindo ductos mamários.
Classificação:
- Fisiológico(precoce) : acontece geralmente até o 5º dia pós parto.
- Patológico(tardio) : acontece geralmente após o 5º dia pós parto.
Diagnóstico : As mamas ingurgitadas apresentam
aumento do volume mamário, pele esticada com aspecto brilhante, margem
bem demarcada no local de sua implantação no tórax, endurecimento e
dor à palpação, massas nodulares presentes, veias proeminentes, hiperemia
discreta, tensão na região areolar dificultando a sucção e drenagem
do leite; mal estar geral e mialgia.

4.2. FISSURA MAMILAR
Objetivo: Normatizar as condutas no atendimento
aos problemas mamários em amamentação

Figura 16 - Fissura mamária
Conceito : "Rachadura no peito". Lesão no mamilo
devido pega incorreta do bebê ao seio ou monilíase secundária.
Classificação : A fissura mamilar pode
ser leve, moderada ou extensa.
Diagnóstico : A fissura mamilar por pega
incorreta do bebê ao seio é mais freqüente nos primeiros dias de vida
do bebê pelo desgaste do mamilo em sucção ineficaz. Esse tipo de rachadura
localiza-se geralmente na extremidade do mamilo. As clientes referem
dor, ansiedade e dificuldade para aleitar. A fissura mamilar por monilíase
secundária é provocada pela contaminação do mamilo pela Cândida Albicans
na cavidade oral do bebê ou da vagina da nutriz; o aparecimento é tardio
e o corte é na base do mamilo, onde a pele fica despigmentada. A cliente
refere dor e ardor ao amamentar.

4.3. MASTITE
Objetivo: Normatizar as condutas no atendimento
aos problemas mamários em amamentação
Conceito : Processo infeccioso localizado
na mama. Processo piogênico da mama, do tecido gorduroso pré parenquimatoso
ou do tecido glandular. Pode ser pela complicação do ingurgitamento
mamário, rachaduras no mamilo ou obstrução de conductos incorretamente
tratados. A estase láctea por si só não causa mastite, mas pode lesar
o tecido permitindo a instalação de bactérias.
Classificação:
- Parenquimatosa : Infecção dos ácinos glandulares, contaminação
por via canalicular. Atinge um ou mais lobos.
- Intersticial: Comprometimento de toda a glândula mamária.
A contaminação se dá por solução de continuidade da pele da região
mamilo areolar que atinge as vias linfáticas.
Diagnóstico : As mamas com mastite apresentam
calor, edema, dor, hipersensibilidade, aumento do volume, endurecimento
local, presença de pus podendo evoluir para abcesso, febre, mal estar
geral, calafrios...

5. ACONSELHAMENTO EM AMAMENTAÇÃO
Objetivo: Esclarecer quanto às técnicas de comunicação,
como facilitador do processo ensino aprendizagem em amamentação
É uma forma de trabalhar com pessoas, onde você entende
como elas se sentem e as ajuda a decidir o que fazer, facilitando assim
o atendimento para resoluções de obstáculos na amamentação.
Como ouvir e Aprender
- Utilizar de comunicação não verbal útil.
- Fazer perguntas abertas.
- Usar expressões e gestos que demonstrem interesse.
- Devolver com suas palavras o que a cliente diz.
- Empatizar.
- Evitar palavras que soam como julgamento.
Confiança e apoio
- Aceitar/respeitar o que a cliente pensa e sente.
- Reconhecer e elogiar o que a cliente e seu bebê estão fazendo
correto.
- Dar ajuda prática.
- Dar pouca e relevante informação.
- Usar linguagem simples.
- Dar uma ou duas sugestões, não ordens.
6. ORIENTAÇÃO PELO TELEFONE ÀS CLIENTES COM DÚVIDA
EM ALEITAMENTO MATERNO
Objetivo: Normatizar as condutas no atendimento
aos problemas mamários com amamentação
INGURGITAMENTO
Questionar sobre:
- Número de dias pós parto.
- Características das mamas (temperatura da mama e corporal).
- Presença de nódulos, hiperemia, tipo e condições dos mamilos.
- Freqüência das mamadas.
- Pega e posicionamento do bebê ao seio.
- Realização de conduta prévia (ordenha, compressa, medicação).
Orientar sobre :
- Conceito e fisiologia do ingurgitamento.
- Uso da compressa de gelo.
- Massagem e ordenha mamária.
- Pega e posicionamento do bebê ao seio.
- Atendimento no Banco de Leite Humano se necessário.
FISSURA MAMILAR
Questionar sobre :
- Idade da criança.
- Tipo e condições do mamilo.
- Pega e posicionamento do bebê ao seio.
- Presença de infecções na cavidade oral do bebê.
Orientar sobre :
- Aplicar leite humano no mamilo.
- Orientar quanto a pega e posicionamento do bebê ao seio.
- Orientar quanto ao tratamento de infecções na cavidade oral do
bebê.
- Incentivar o uso do sutiã com peneira ou concha.
- Fazer banho de sol/luz no mamilo.
- Orientar quanto ao atendimento do Banco de Leite Humano.
- Encaminhar, se necessário, para outros ambulatórios.
CONSERVAÇÃO DO LEITE HUMANO ORDENHADO
Orientar sobre :
- Lavar o frasco de vidro e tampa plástica ( de maionese ou café
solúvel) com sabão em água corrente.
- Retirar todo papel existente no frasco e tampa.
- Colocar o frasco e tampa numa panela no fogo por 20 minutos.
- Secar parede externa do frasco e tampa com pano limpo, agitar
o frasco para retirar o excesso de água.
- Tampar o frasco de vidro com tampa plástica.
- Conservar frasco tampado no congelador.
- Usar técnica correta de ordenha mamária.
- Colher leite humano por 24 h no mesmo frasco.
- Conservar leite humano em congelador/freezer até 15 dias.
- Utilizar geladeira por 24 horas, para coleta de leite humano ordenhado,
como meio de conservação, se o leite for utilizado em curto período
de tempo.
TÉCNICA DE ORDENHA MAMÁRIA
Orientar sobre :
- Fazer compressa de gelo se as mamas estiverem doloridas.
- Retirar anéis, pulseiras e relógio.
- Lavar as mãos e antebraço com sabão em água corrente.
- Massagear as mamas em movimento circulares.
- Fazer expressão, colocando polegar na borda superior da aréola
e o indicador na borda inferior, mantendo ritmo constante.
- Colher o leite humano diretamente no frasco.
6. ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO DE BANCO DE LEITE HUMANO
POR ESTABELECIMENTO DE FUNÇÕES
Objetivo: Esclarecer quanto as funções dos profissionais
envolvidos em Amamentação
Ana Júlia Demétrio - Auxiliar de Enfermagem
Alvaniza do Rêgo Fernandes - Auxiliar de Laboratório
Daniele Freitas Braga - Assistente Social
José Ribamar Sousa Nascimento - Serviços Gerais
Kedimam Célis Barros Bastos - Enfermeira
Lucimar Menezes - Zeladora
Marly Peixoto - Farmacêutica
Maria Hildacir Lopes Cavalcante - Secretária
Rita de Cássia Barros Rodrigues - Enfermeira
Rosineila Nobre - Técnica de Laboratório
Telma Maria Matos Rodrigues - Atendente de Enfermagem
Valclécia Costa - Auxiliar de Enfermagem
Descriminação de Funções
Auxiliar de Enfermagem
Providenciar, junto ao Setor de Nutrição e Dietética
almoço de pacientes do programa de incentivo à doação de leite.
Atender às pacientes com problemas de mamários sob supervisão .
Orientar sobre aleitamento materno às pacientes no Alojamento Conjunto.
Auxiliar no atendimento às mães no Lactário.
Preparar, se necessário, fórmulas lácteas para a Unidade de Neonatologia.
Supervisionar distribuição de Leite Humano/Formula láctea na Unidade
de Neonatologia.
Orientar às mães externas com bebês na Unidade de Neonatologia.
Orientar às mães por telefone.
Acompanhar estagiários e estudantes.
Atendente de Enfermagem
Fazer triagem do atendimento.
Pesar e medir os bebês.
Providenciar resultados de cultura das mastites.
Providenciar resultados dos exames dos bebês.
Listar material para solicitação ao almoxarifado.
Auxiliar no registro de pacientes.
Auxiliar na ordenha mamária do Programa de Incentivo à doação de Leite
Humano.
Auxiliar na ordenha mamária das mães no lactário.
Preparar, se necessário, fórmulas lácteas para o serviço de Neonatologia.
Orientar as mães por telefone.
Assistente Social
Orientar diariamente às gestantes através de grupos
no Pré Natal.
Orientar às mães com bebê internados na Unidade de Neonatologia.
Orientar às mães com bebês em acompanhamento no Ambulatório de Neonatologia.
Enfermeira
Atender às pacientes com problemas mamários.
Orientar às pacientes por telefone.
Orientar e acompanhar estagiários e estudantes em treinamento.
Supervisionar a equipe de Enfermagem.
Fazer mapa diário de atendimento.
Rever fichas de atendimento individual.
Realizar grupo de orientação às mães de primeira consulta no Banco de
Leite Humano.
Realizar consulta de Enfermagem em Puericultura.
Supervisionar o programa de incentivo à doação de leite humano.
Coordenar o programa de Mães Orientadoras.
Fazer escala Mensal.
Farmacêutica
Orientar à doadora para coleta e armazenamento do
leite humano.
Realizar processamento do leite humano ordenhado.
Realizar análise microbiológica do leite humano ordenhado.
Realizar análise fisico-química do leite humano ordenhado.
Realizar leitura dos resultados da análise microbiológica do leite humano
ordenhado.
Supervisionar a equipe do Laboratório de microbiologia.
Supervisionar o Programa de coleta domiciliar de leite humano realizado
pelo Corpo de Bombeiros.
Orientar e acompanhar estagiários e estudantes em treinamento.
Técnica em Laboratório
Orientar à doadora quanto a coleta, armazenamento
e transporte do leite humano.
Receber e identificar o leite humano doado.
Selecionar leite humano doado para pasteurização.
Realizar processamento leite humano doado.
Realizar análise microbiológica do leite humano.
Realizar análise físico-química do leite humano.
Fazer leitura dos resultados de análise do leite humano ordenhado doado.
Registrar resultados das análises do leite humano ordenhado.
Distribuir o leite humano pasteurizado.
Secretária
Recepcionar as pacientes e acompanhantes.
Atender telefonemas.
Registrar pacientes atendidos pela enfermagem.
Registrar mapa de atendimento de enfermagem.
Entregar fichas de atendimento no Centro de Processamento de Dados.
Registrar estagiários e estudantes em treinamento.
Providenciar e arquivar estatística mensal de todo o atendimento do
Banco de Leite Humano.
Providenciar e arquivar correspondências e documentos do Banco de Leite
Humano.
Providenciar pedido semanal de material de consumo.
Zeladora
Realizar limpeza diária de toda área física do Banco
de Leite Humano.
Realizar desinfecção do material permanente do Banco de Leite Humano.
Providenciar lanches no Serviço de Dietética e Nutrição para as pacientes
Serviços para Encaminhamentos
Ambulatório de Pediatria - Hospital Universitário
Walter Cantídio
Emergência da Maternidade Escola Assis Chateaubriand
Mastologia
Ana Patrícia Xerex - Mastologista
Gelma Freitas - Mastologista
Psicologia
Scheylla Santos Riedmiller - Psicóloga
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sobre ALEITAMENTO MATERNO e
PROCESSAMENTO DO LEITE HUMANO.
Sugestões poderão ser enviadas através dos sites:
http://www.meac.ufc.br/
www.bj-inf.com.br/bleitemeac
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